Sincoverg

Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros, Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá em São Paulo

Guarulhos, 06 de Dezembro de 2022

Por condutores

Fim da Proguaru PREJUDICA o patrimônio público da cidade

Com mais de 40 anos de atuação e com quase 5.000 funcionários, a empresa de economia mista é uma das que mais emprega em Guarulhos e responde por diversos serviços essenciais.

O governo Guti faz um verdadeiro ataque ao patrimônio público da cidade ao propor a extinção da Proguaru. O fechamento da empresa não afeta somente seus quase 5.000 trabalhadores e os familiares, mas toda a população de Guarulhos. O SINCOVERG se solidariza com os funcionários da Proguaru, pois nossa luta se estende a todos os trabalhadores, não apenas a uma categoria. E defendemos uma ampla união dos sindicatos da cidade em torno dessa luta.

Com mais de 40 anos de existência, a empresa é uma das que dispõe do maior quadro de trabalhadores na cidade. A Proguaru é estratégica pelos serviços que presta ao município e, se bem administrada, pode ser utilizada para economizar dinheiro público e desempenhar um trabalho de qualidade à população.

Entre os serviços dentro da capacidade de execução da Proguaru estão limpeza de ruas, escolas, córregos e parques; construções de equipamentos públicos; operação de tapa-buracos nas vias; sinalização de ruas; e iluminação pública. Lembrando que também já foi responsável pela gestão da zona azul. Caso a administração municipal repassasse boa parte dos serviços à empresa, em vez de a terceiros, a Proguaru não teria problemas financeiros como os que enfrenta.

Mais de 90% dos trabalhadores da empresa têm vencimentos inferiores a dois salários mínimos, portanto não são os responsáveis pelos problemas da Proguaru. Se é preciso uma reestruturação na companhia, de economia mista, é deixar de ser utilizada como cabide de emprego com altos salários e servir de barganha política.

Repassar os serviços para a iniciativa privada atende única e exclusivamente a interesses de empresários, sem garantia de melhora nos serviços prestados à população. Implica ainda precarização de mão de obra e redução salarial com a exploração pela iniciativa privada.