Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe

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O SINCOVERG esteve com Lula e outros sindicatos na tarde de ontem, 23 de março, na Casa de Portugal, centro de São Paulo, em ato realizado por diversos sindicatos e centrais. O objetivo da plenária foi enfatizar o apoio irrestrito do setor sindical aos movimentos contra o golpe de Estado que está sendo gestado por setores aparelhados do judiciário em conluio com a imprensa, que juntos são a base de sustentação da combalida oposição, cujos partidos, por natureza refratários ao jogo democrático e sem apoio popular, buscam reverter o revés das urnas que reelegeram legitimamente Dilma Rousseff.

O ato aprovou o documento-manifesto “Garantir a democracia e o respeito à Constituição – Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”, no qual se discute a retomada do crescimento pelo fim da crise política que se arrasta desde a reeleição de Dilma. Os membros presentes ressaltaram o governo Lula como o melhor da história para o trabalhador brasileiro, pelo aumento exponencial de postos de trabalho e pelo programa substancial de valorização do salário mínimo.

O ex-presidente Lula se comprometeu com a pauta de retomada do crescimento e da distribuição de renda, justamente num momento em que os setores patronais e demais oportunistas se valem dos holofotes sobre as investigações de corrupção para empurrar as pautas danosas aos trabalhadores, como a terceirização, a reforma da previdência e a revogação da CLT. “Se eu for ministro, vou ajudar, fazendo o que mais sei, que é conversar e agregar. Se não for, ajudarei o governo do mesmo jeito, percorrendo o Brasil e conversando com as pessoas”, disse. Em seguida, o ex-presidente disse: “Vamos primeiro garantir a governabilidade. Com isso, a gente toma as medidas certas e, em seis meses, o brasileiro volta a sorrir”, referindo-se à retomada do crescimento.

É imprescindível que agora os setores trabalhistas se unam contra o avanço do golpismo daqueles que sempre menosprezaram e negaram direitos aos trabalhadores. Eles simplesmente não conseguem conviver com a ideia de que os mais pobres não mais se submetam a condições degradantes de trabalho e de vida, porque agora lhes foi dado acesso àquilo que antes nem 50% do povo brasileiro sonhava em conseguir.

Precisamos a todo momento manter a consciência de que os avanços sociais conquistados na última década estão sob forte ameaça e que a desestabilização das instituições e de nossa democracia, como comprova a nossa história, é o instrumento que os poderosos usam para suprimir os direitos adquiridos pela classe trabalhadora. Foi assim com Getúlio, foi assim com Jango. Agora, pretendem não apenas desmoralizar Lula e Dilma, mas destruir toda a representação popular no poder político. Não podemos tolerar isso.  

“Somente a via democrática, sem subterfúgios à margem da Constituição, pode criar condições para a retomada do crescimento e a gerarão de empregos”, diz o manifesto publicado ontem. E a isso acrescentamos: só pela via democrática continuaremos a avançar para a construção de uma democracia econômica e social de fato.

É imprescindível que agora os setores trabalhistas se unam contra o avanço do golpismo daqueles que sempre menosprezaram e negaram direitos aos trabalhadores.
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