O Cardeal da democracia

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Símbolo da resistência à ditadura, dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, faleceu no último dia 14 de dezembro aos 95 anos.

De formação e hábitos franciscanos, dom Paulo é um missionário que dedicou sua vida à defesa dos pobres e à justiça social.

Dom Paulo tornou-se arcebispo de São Paulo em um momento crucial. Em 1969, um grupo de dominicanos foi preso pelo delegado Sérgio Fleury, do Departamento de Ordem Política e Social, sob acusação de manter laços com a Ação Libertadora Nacional, organização de luta armada comandada por Carlos Marighella.

Além da resistência aos militares, Dom Paulo foi fundamental para a consolidação das Comunidades Eclesiais de Base, que buscavam substituir a supremacia das paróquias na organização da vida religiosa pela valorização de comunidades menores, com a presença tanto de integrantes da Igreja quanto da população.

Dom Paulo foi um exemplo de pessoa para todos e nós do SINCOVERG nos sentimos afortunados em poder ter tido esse homem como referência na luta contra a desigualdade.

Recentemente, com dificuldades de se expressar por conta da idade avançada, dom Paulo homenageou Santo Dias, ativista sindical assassinado no fim da ditadura, e fez questão de usar o boné do MST entregue pelos militantes presentes.

Dom Paulo acreditava que outro mundo era possível, mais fraterno, solidário e com perspectiva para todos, sem exceção.

Sua lição ficará eternamente em nossos corações e como meta a ser alcançada.

 

“A esperança, mesmo pequena,
é o maior dom no meio de um mundo cansado.”
Dom Paulo Evaristo Arns

“Não matarás. Quem matar, se entrega a si próprio nas mãos do Senhor da História e não será apenas maldito na memória dos homens, mas também no julgamento de Deus!”
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