Sincoverg

Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros, Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá em São Paulo

Guarulhos, 24 de Setembro de 2022

Por condutores

PROPOSTA PATRONAL É VERGONHOSA

Mostra o desrespeito com os trabalhadores e trabalhadoras

Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte público representados pelo SINCOVERG recusaram a proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas do setor. A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede do sindicato nesta terça-feira dia 07/06. Com a votação contrária à proposta dos patrões, os trabalhadores e trabalhadoras entram em ESTADO DE GREVE.

As empresas ofereceram reajuste de 10%, dividido em duas vezes: 5% incorporados ao salário a partir de outubro deste ano e o restante a partir de fevereiro de 2023. Isso, sem correção do valor do tíquete nem PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

 

Vergonha e desrespeito

 

A proposta dos patrões mostra um verdadeiro descaso com o trabalhador. A categoria atuou na linha de frente do Coronavírus e não deixou nem empresas nem população sem o serviço essencial do transporte público durante a pandemia. Assim como os demais trabalhadores e trabalhadoras, os do transporte público sofrem com o aumento do custo de vida e a inflação causadas pela política econômica criminosa e desastrosa desse governo delinquente e incompetente.

Nos últimos anos o poder de compra vem caindo drasticamente e a renda tem sido corroída por causa da elevação de preços absurda dos principais itens de consumo das famílias, como alimentos, gás de cozinha, combustíveis e aluguéis. Tendo como base Guarulhos, a alta do custo de vida tem ainda mais um agravante, com a criação da taxa do lixo do prefeito Guti. Embora o vereador Maurício Brinquinho tenha votado contra a maioria da Câmara, aliada ao prefeito, fez passar o projeto que estabelece mais um gasto para as famílias guarulhenses. Infelizmente, há incentivos e benefícios a empresas e empresários, enquanto o trabalhador, que é quem realmente produz e contribui para o crescimento da cidade, é tratado de maneira desrespeitosa e prejudicado por uma política de menosprezo aos seus direitos.

Dentro desse cenário, é inadmissível não haver reajuste no tíquete alimentação, para garantir as condições mínimas de alimentação dos trabalhadores e evitar ainda mais perdas.

Da mesma forma, é inadmissível e vergonhoso não estabelecer um PLR para os trabalhadores, sendo que as empresas já voltaram a transportar muitos passageiros e ainda reduziu a quantidade de ônibus em circulação.

Vale lembrar que os trabalhadores do transporte público enfrentaram bravamente todo esse período de pandemia, sem se recusar a prestar o serviço, mesmo com risco às suas vidas. Tudo que a categoria pede é respeito e reconhecimento de seus direitos, com reposição salarial justa das perdas ocorridas devido ao custo de vida sempre em alta.

O interesse dos trabalhadores é e sempre será o de manter os serviços à população, mas caso não tenha suas justas reivindicações atendidas, não restará saída a não ser fazer valer seu direito e entrar em greve.